Ordo Pluriversalis

Autor: Leonid Savin
Tradutor: Raphael Machado

A partir do início dos anos 90, o mundo passou a viver sob a sombra vigilante da única hiperpotência mundial, os Estados Unidos da América. Era a PAX AMERICANA, que segundo os politólogos neoconservadores inauguraria o Fim da História. Mas os profetas da unipolaridade estavam errados. Ao longo dos últimos 20 anos temos visto a ascensão de novas potências com uma influência global crescente a nível regional ou mesmo global: China, Rússia, Índia, Irã e a própria União Europeia parecem tentar construir seus próprios caminhos e se tornarem polos de poder, em paridade com os EUA. O mundo parece caminhar em direção à multipolaridade. Mas uma ordem mundial multipolar é algo ainda a ser construído. Com Ordo Pluriversalis, Leonid Savin pretende oferecer ferramentas intelectuais, deduzidas a partir das cosmovisões de várias culturas, civilizações e religiões, que podem auxiliar nessa tarefa.

Eu vivi a Resistência Palestina

Autor(a): Roger Coudroy
Ilustrador(a): Guilherme Herrero
Tradutor(a): Raphael Machado
Coordenador(a): Raphael Machado
Revisor(a): Bernardo Frensel Lobo

Eu Vivi a Resistência Palestina é o diário verídico de Roger Coudroy, um jovem nacionalista revolucionário belga que, nos anos 1960, deixou sua vida confortável para trás para se juntar à luta do povo palestino. Movido por ideais anti-imperialistas e antissionistas, ele viaja ao Oriente Médio em uma jornada física e ideológica, determinado a contribuir com a causa do Fatah.

A obra narra sua imersão nos campos de treinamento, o cotidiano da resistência e os profundos laços que criou com combatentes e civis. Coudroy descreve não apenas a luta armada, mas as esperanças, os debates internos e o peso moral de viver sob constante conflito. Seu relato é um testemunho íntimo da determinação palestina.

Mais do que um manifesto, é uma reflexão pessoal e por vezes conflituosa sobre o ativismo internacional, a solidariedade e o custo humano da ocupação. O diário captura um momento crucial da história, visto através dos olhos de um estrangeiro que escolheu compartilhar um destino coletivo de resistência… e que deixou sua vida no campo de batalha.

Geopolítica do Narcotráfico na América Latina

Autor(a): Norberto Emmerich
Ilustrador(a): Guilherme Herrero
Tradutor(a): Raphael Machado
Coordenador(a): Raphael Machado
Revisor(a): Bernardo Frensel Lobo

Geopolítica do Narcotráfico na América Latina, de Norberto Emmerich, analisa o narcotráfico como um fenômeno geopolítico que transcende a visão mais óbvia da venda de drogas a varejo. O autor expõe o caráter eminentemente territorial e paraestatal das grandes organizações criminosas do nosso continente, revelando ainda a natureza multifacetada e complexa do ciclo econômico completo do narcotráfico. Leitura imprescindível para entender a crise de segurança pública na América Ibérica.

Apologia da Barbárie

autor(a): José Luis Ontiveros

ilustrador(a): Guilherme Herrero

revisor(a): Bernardo Frensel Lobo

tradutor(a): Raphael Machado

coordenador(a): Raphael Machado

Apologia da Barbárie desafia o conformismo intelectual ao examinar o espírito dissidente presente nas obras e trajetórias de Ernst Jünger, Yukio Mishima e Ezra Pound. Nessa obra, José Luis Ontiveros propõe uma crítica radical à modernidade, onde estética, política e metafísica se entrelaçam como resposta à decadência contemporânea.

Por meio de uma arqueologia filosófica rigorosa, resgata-se uma ética da ação, do heroísmo e da transcendência, comum aos três autores. A recusa do materialismo nivelador e a defesa de uma visão trágica e aristocrática da existência fazem dessa obra uma chave para compreender a dissidência intelectual do século XX.

Dugin e Platão

autor(a): Lorenzo Maria Pacini

ilustrador(a): Guilherme Herrero

revisor(a): Bernardo Frensel Lobo

tradutor(a): Raphael Machado

coordenador(a): Raphael Machado

O que une um filósofo grego do século IV a.C. a um filósofo russo do século XXI? Em Dugin e Platão, o autor mergulha na interpretação radical que Alexander Dugin faz do pensamento platônico, revelando como o “platonismo político” pode e tornar uma saída para fora da modernidade liberal. Longe de uma leitura acadêmica convencional, Dugin enxerga em Platão o arquiteto de uma sociedade fundada no Ser e no saber. Este livro disseca a reinterpretação duguiniana das ideias de justiça, alma tripartite e do “filósofo-rei” como justificativa para um novo tipo de Estado, a Platonópolis.Lorenzo Maria Pacini dá uma grande contribuição aos estudos acadêmicos duginianos, ademais, ao não apenas confirmar a legitimidade intelectual do platonismo duginiano, mas também demonstrar o vínculo entre esse “platonismo político” ao projeto da Quarta Teoria Política e à disciplina intelectual da noologia. O platonismo político aparece, assim, como uma moldura positiva possível para pensar um novo projeto político que supere o liberalismo em sua fase pós-moderna.Com bastante rigor intelectual, esta obra, que é constituída basicamente pela tese de doutorado do autor, situa o polêmico filósofo russo dentro dos marcos do debate acadêmico institucional, renovando os estudos platônicos numa época em que se tornou comum negar ou minimizar a dimensão política do pensador que pode, legitimamente, ser considerado o maior filósofo da história.

Destinados pela providência: 200 anos da doutrina Monroe

autor(a): Fernando EstecheGuillermo CaviascaDavid Acuña

ilustrador(a): Guilherme Herrero

revisor(a): Bernardo Frensel

tradutor(a): Raphael Machado

coordenador(a): Raphael Machado

Em 2 de dezembro de 1823, o presidente estadunidense James Monroe lançou ao Congresso uma declaração aparentemente simples: o hemisfério americano não estava mais aberto à colonização europeia. Era “A América para os americanos.” Uma frase que mudaria para sempre o destino do continente e forjaria o papel dos Estados Unidos como potência global.

Destinados pela Providência é a narrativa definitiva dos duzentos anos de uma das ideias mais duradouras da política externa dos EUA. Os seus autores, os argentinos Fernando Esteche, Guillermo Caviasca e David Acuña, revelam como a Doutrina Monroe se misturou com elementos messiânicos para se tornar um verdadeiro “destino manifesto”, evoluindo do simples isolacionismo à justificativa para expansão territorial, intervenções militares e a liderança hemisférica na Guerra Fria. Dos campos de batalha do Texas ao “Big Stick” de Theodore Roosevelt, do pan-americanismo de Franklin Roosevelt às tensões com a Revolução Cubana, chegando até os tempos atuais com a sua retomada por Donald Trump, esta obra traça a espinha dorsal da relação dos EUA com a América Ibérica.

Com imenso rigor historiográfico, o autor desconstrói o mito da “América para os americanos”, explorando como o princípio da não-intervenção rapidamente se transformou em uma ferramenta de hegemonia inconteste, produzindo um legado de dominação que atua como trava para o desenvolvimento dos países da região. Uma leitura essencial para quem deseja compreender não apenas o passado,

Europa Império

autor(a): Jean Thiriart

ilustrador(a): Guilherme Herrero

revisor(a): Bernardo Frensel Lobo

tradutor(a): Raphael Machado

coordenador(a): Raphael Machado

Em Europa Império, escrito no auge da Guerra Fria, o intelectual belga Jean Thiriart diagnostica a Europa como um território humilhado e subjugado por duas potências estrangeiras: os Estados Unidos e a União Soviética. Para ele, o continente havia se tornado um mero campo de batalha e um protetorado cultural e estratégico.

A obra propõe uma solução radical: a unificação total e imediata de todas as nações europeias, do Atlântico a Bucareste, em um único Estado unitário e forte – um “Império Europeu”. Esse novo poder soberano, neutro e autossuficiente, seria a única forma de romper a bipolaridade e recuperar o destino próprio da civilização europeia.

Mais do que um tratado político, “Europa Império” é um manifesto geopolítico visionário e provocador. Thiriart rejeita tanto o capitalismo estadunidense quanto o comunismo soviético, defendendo um nacionalismo continental como terceira via para a libertação e o ressurgimento da Europa como protagonista global.

 

O Ocidente & o Islã

autor(a): Youssef Hindi

ilustrador(a): Guilherme Herrero

revisor(a): Bernardo Frensel Lobo

tradutor(a): Raphael Machado

coordenador(a): Raphael Machado

 

Neste primeiro volume de uma investigação monumental, Youssef Hindi desmonta a narrativa convencional sobre as raízes do conflito entre Ocidente e Islã. Longe de ser um mero embate geopolítico por território ou recursos, o autor revela a espinha dorsal espiritual e messiânica do sionismo político. Hindi demonstra como uma corrente subterrânea de expectativas escatológicas judaicas, reinterpretadas e secularizadas, acabou por infundir no projeto sionista uma missão cósmica de “redenção” que necessariamente depende da corrosão as civilizações europeia e islâmica para triunfar.

 

Com erudição impressionante, o autor percorre desde as fontes proféticas do judaísmo rabínico até o nascimento da cabala, bem como suas influências sobre os mundos cristão e muçulmano. O resultado é uma chave de leitura original: o choque entre Ocidente e Islã não é acidental, mas estruturalmente motivado por forças religiosas dissimuladas sob a linguagem da política moderna.

 

O Ocidente e o Islã, mostra Hindi, se revelam então como palcos de uma mesma peça messiânico-cabalista, encenada para o propósito de transformar seu choque uma conclusão inevitável. Este livro é indispensável para quem quer entender o DNA espiritual dos conflitos contemporâneos.